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Os vôos de Ícaro - Week 4: Wide Receivers

em 5/10/2017, 01:53
Com o fim do último Monday Night Football, em que o Kansas City Chiefs bateu o Washington Redskins em casa, com um field goal no último segundo, nós atingimos o primeiro quarto da temporada. Tendo cada time tendo feito quatro de seus dezesseis jogos, (exceção de Dolphins e Buccaneers, que tiveram o primeiro jogo adiado por conta do furacão Irma), poucas conclusões podem ser feitas sobre o futuro de cada time na temporada. Porém, já há muito a ser falado sobre a principal paixão de todos os leitores (e deste que vos fala): O FANTASY!

Nas próximas semanas exploraremos destaques e decepções e também falaremos sobre algumas surpresas no universo do FAMIGERADO Fantasy Football.

Sem mais delongas, começaremos com uma das principais posições para todos os elencos, o Wide Receiver (WR).

DESTAQUES

Jordy Nelson – Green Bay Packers
Parafraseando o famoso filme que trata de basquete (nossa outra paixão), homens brancos sabem, sim, receber passes! Jordy Nelson, o camisa 87 do Green Bay Packers, é uma das maiores provas disso na liga. O astro, alvo favorito de Aaron Rodgers, sofreu com várias lesões durante o ano de 2015, e isso até hoje preocupa o torcedor. O jogador, apesar de completar a temporada regular sem perder nenhuma partida, sofreu uma lesão nas costelas no primeiro jogo de playoff da franquia na última temporada, o que acabou prejudicando o seu rendimento, e o de toda a equipe. Recuperado para a temporada de 2017-2018, o WR vem mostrando porque é tão importante.
Traduzindo em números, nos quatro jogos que a franquia fez até então, Jordy tem 17 recepções para 206 jardas. Com uma média de pouco mais de quatro recepções a cada jogo, estes números não impressionam tanto, mesmo que ele tenha saído machucado ainda no primeiro quarto da partida contra o Falcons, na semana 2. Porém, os cinco touchdowns marcados nos 4 jogos são o que o fazem tão valioso para a sua equipe. O melhor momento da semana para um WR no Fantasy sempre é o momento no qual ele cruza a endzone. E Nelson, alvo favorito de Rodgers, na redzone, é garantia de grandes pontuações até então.
Ranking (ESPN) - #3, 14.8 pontos de média


DeAndre Hopkins - Houston Texans
No ano passado, o camisa 10 do Texans foi draftado no top 5 de quase todos os Drafts do Fantasy. Vindo de uma temporada com mais de 1500 jardas e 11 TDs, a esperança era que ele se consolidasse como um dos três melhores recebedores da liga, ainda mais com o adorado (à época, que fique claro) Brock Osweiler. O resultado? Um total desastre. DeAndre não atingiu as 100 recepções na temporada, e não chegou perto de repetir as suas jardas recebidas, terminando com pouco mais de 900 e frustrando milhões de jogadores de fantasy pelo mundo.
Nesse ano, o esperado era mais do mesmo que foi visto ano passado, porém uma grande mudança fez com que o cenário se alterasse completamente.
A escolha do QB Deshaun Watson, de Clemson, na primeira rodada do último Draft mostrava indicações do caminho a ser trilhado pela franquia. Watson seria a cara da franquia para os próximos anos, porém não chegaria como titular, uma vez que o veterano Tom Savage ainda estava no elenco. Essa disposição durou apenas meio jogo. No intervalo da semana 1, Watson assumiu a titularidade e os números de Hopkins estouraram. Até então, o astro tem 31 recepções em 4 jogos, com 311 jardas e 2 TDs. O seu principal fator é a quantidade de passes recebidos a cada jogo, que é essencial nas ligas PPR, como são as encontradas aqui no FSB.
Ranking (ESPN) - #4, 14.7 pontos de média


SURPRESAS

Stefon Diggs – Minnesota Vikings
Draftado em 2015, da Universidade de Maryland, Stefon Diggs não conseguiu completar os 16 jogos em nenhuma de suas duas temporadas. Em franca evolução desde o seu ano como calouro, ele acumulou 900 jardas em 84 recepções em 2016. Ao voltar para a temporada de 2017, ainda com o QB Sam Bradford, todos esperavam mais do mesmo para o Vikings: passes curtos e avanços pequenos, sem destaque em nenhum dos WRs. Porém, não é exatamente isso que está acontecendo.
Jogando com dois QBs diferentes nesses 4 jogos (Sam Bradford e Case Keenum), a explosão do camisa 14 é o que impressiona. 93 jardas na semana 1, 173 na semana 3 e 98 na semana 4 mostram o porque dele ser uma das surpresas até então nos Fantasies afora. Além disso, a boa marca de 4 touchdowns em 4 jogos soma à sua pontuação total, tornando-o um dos melhores WRs para o fantasy game até o momento na temporada. A sua atuação de 8 recepções, 173 jardas e 2 TDs na semana 3, contra o Buccaneers, foi uma das melhores vistas no ano para um WR.
Ranking (ESPN) - #1, 18.5 pontos de média


Chris Hogan – New England Patriots
Hogan, de 28 anos, jogou as suas primeiras quatro temporadas no Buffalo Bills, onde ele não era um fator muito importante no ataque, nunca passando das 500 jardas. Ano passado, seu primeiro no Patriots após assinar na Free Agency, atingiu a sua melhor marca da carreira, com 680 jardas. Entrando na temporada, ele era cotado para ser o quarto recebedor do Patriots, atrás de Julian Edelman, Brandin Cooks e Malcolm Mitchell. Porém, as lesões dos dois últimos fizeram com que os seus serviços fossem mais utilizados, e ele está correspondendo.
Nos 4 primeiros jogos, Hogan acumula 15 recepções e 3 corridas, com 214 jardas recebidas. Seus números estão no ritmo de serem os melhores da sua carreira, e o produto da pequena Universidade de Monmouth ainda tem um diferencial: sua produção perto da endzone. “Always open Hogan”, ou, em tradução literal, “Hogan, sempre aberto”, que como ele é chamado pela torcida tem um papel super importante nas situações de redzone, devido a sua grande habilidade de correr rotas com precisão. Já são 4 TDs no ano, e isso é o seu diferencial no Fantasy. Se você encontra-lo dando sopa nos waivers, não hesite em adicioná-lo.
Ranking (ESPN) - #7, 13.7 pontos de média


DECEPÇÕES

Amari Cooper – Oakland Raiders
Draftado na primeira rodada do recrutamento de 2015, vindo de Alabama, Amari Cooper foi um grande fator no ataque do Raiders desde o primeiro dia. Atingindo mais de 1000 jardas e pelo menos 5 TDs nos dois anos em que está na liga, o camisa 89 era o principal alvo de Derek Carr, além de ser o mais seguro. Durante esses dois anos, Cooper sempre foi um ótimo WR sob ótica do Fantasy Football, sendo sempre presente na primeira ou segunda rodadas dos drafts.
Esse ano, porém, para desespero daqueles que o possuem em seus times, o jogador vem sendo extremamente inconsistente. Mesmo com a lesão de Michael Crabtree - o que deveria expandir os seus toques e suas recepções - o WR não conseguiu desenvolver o seu jogo, e apresenta um alto número de drops (3, terceiro maior da liga) e conseguindo segurar apenas 38% das bolas lançadas na sua direção. Esse número é vergonhoso, e vem afetando demais as suas performances nas ligas de Fantasy. Até agora, Cooper aparece com 12 recepções, marca muito inexpressiva para m WR1 que jogou todas as partidas da equipe, e apenas 110 jardas, com uma média de 27.5 por jogo. Parece que startar Amari Cooper no seu time não é mais um no-brainer como antes.
Ranking (ESPN) - #67, 5.8 pontos de média


Terrelle Pryor – Washington Redskins
A história de Pryor é extremamente inusitada. QB no College, foi escolhido apenas no Draft Suplementar de 2011, como quarterback, pelo Oakland Raiders. Lá, exerceu a posição de signal caller por três anos, até ser dispensado ao fim de 2013. Após não jogar em 2014, foi contratado pelo Browns, e lá foi feita a decisão que mudou a sua carreira por completo: alterou mudar sua posição para WR.
Seu talento físico inegável, com altura e velocidade, além de boas mãos, levaram a mudança a ser um total sucesso. Mesmo com a confusão nos QBs do Browns em 2016, onde vários jogadores (de baixa qualidade) se revezaram como o titular, Pryor garantiu mais de 1000 jardas, consolidando-o como um dos bons WRs da liga.
Antes da temporada de 2017, foi contratado pelo Redskins, com grandes expectativas, afinal Kirk Cousins é, de longe, o melhor QB com o qual o recebedor já atuou. Porém, nesse início de temporada, as coisas não estão ocorrendo como o esperado. Com atuações irregulares e clara falta de química com o QB, por ter chegado a pouco tempo, Pryor não vem sendo o fator diferencial que era esperado. Apesar de uma boa performance na semana 4, onde ele conseguiu conectar um TD longo, sua consistência vem deixando a desejar e deixando aqueles que confiaram no camisa 11 na mão. Até o momento, tem 13 recepções para apenas 186 jardas, e um TD. Será que ele conseguirá dar a volta por cima na má fase?
Ranking (ESPN) - #42, 7.8 pontos de média
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